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08/06/2021 - 08:15

 

 

A Junta Comercial do Estado do Pará iniciou o processo de digitalização do acervo institucional, na manhã desta terça-feira (02). Desde 2020, a Jucepa trabalha de forma 100% digital tanto com os processos mercantis (negócios e estabelecimentos comerciais) quanto com a tramitação de documentos administrativos, por meio do Processo Administrativo Eletrônico (PAE), implantado pelo Governo do Estado. Agora, a Junta foca na digitalização de documentos físicos anteriores ao processo digital, o que reúne um total de 417 mil imagens e 7.506 processos.

A medida, segundo a presidente da Jucepa, Cilene Sabino, faz parte de um plano de melhorias para atender a demanda crescente pelos serviços do órgão, eliminar o desperdício e custos desnecessários com transporte para a condução dos processos físicos entre órgãos, assim como custos com postagens etc.

“Com a implantação de sistemas digitais, além de melhorar a gestão, ganhamos em sustentabilidade pois reduzimos significativamente o número de pilhas de papéis na administração, essa é nossa pequena contribuição para a sustentabilidade, e um meio ambiente ecologicamente correto”, ressaltou a presidente da Jucepa. 

A iniciativa de contribuir com o meio ambiente, também facilita a gestão de documentos, previne fraudes, otimiza processos e reduz custos e a necessidade de espaços físicos para se guardar os documentos de papel.

A preocupação com a questão ambiental pela Jucepa também abrange a inclusão social de pessoas com deficiência, pois para a digitalização do acervo institucional, a Junta Comercial fechou parceria com a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), que há 30 anos trabalha com a promoção do protagonismo de pessoas com deficiência.

A Cetefe tem sede em Brasília (DF) e atua pela primeira vez no Pará, conforme explicou o coordenador da entidade, Marcelo Ramos. “Estamos muito satisfeitos com essa parceria com a Junta Comercial e com a oportunidade de trazer às pessoas com deficiência da capital paraense capacitação e inclusão no mercado de trabalho”, disse ele.

O cadeirante Eliezer Morais, 46 anos, foi um dos selecionados pelo Cetefe. “Temos a oportunidade de mostrar que o deficiente físico é capaz de trabalhar. Precisamos, no entanto, de mais oportunidades como esta que estamos tendo hoje”, destacou Eliezer Morais. 

A expectativa é de que em dois meses sejam digitalizadas 417 mil imagens, cadastradas 10,500 mil imagens/dia e 210 mil imagens/mês por uma equipe composta por sete pessoas. São seis com necessidades especiais e uma intérprete de libras, que acompanhará o desenvolvimento do trabalho.

Por Fabíola Uchôa (JUCEPA)